Mercado do boi gordo fica estável em São Paulo
Consumo interno sustenta compras de frigoríficos
O mercado do boi gordo apresentou estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (5) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. As negociações ocorreram em ritmo mais lento em relação aos dias anteriores, mesmo durante a semana de pagamento de salários, período que costuma estimular o consumo de carne no fim de semana.
De acordo com a consultoria, a intensificação do conflito no Oriente Médio gerou preocupação em parte do setor em relação aos possíveis impactos sobre o comércio internacional de carne bovina. Diante desse cenário, algumas indústrias frigoríficas, especialmente as voltadas à exportação, optaram por suspender temporariamente as compras enquanto aguardam maior definição sobre os efeitos do cenário externo.
As indústrias que permaneceram ativas no mercado seguiram negociando com cautela, mantendo as referências de preço já praticadas. Já os frigoríficos voltados ao mercado interno continuaram comprando boiadas para compor escalas de abate, sustentados pelo consumo doméstico, que tende a ganhar força após o quinto dia útil do mês.

Segundo a análise da Scot Consultoria, houve tentativas de negociação abaixo das referências vigentes, porém sem sucesso. A consultoria afirma que “os fundamentos do mercado permaneceram os mesmos: oferta enxuta, escalas de abate curtas e a ponta vendedora firme em suas pedidas”, o que resultou na manutenção das cotações para todas as categorias na comparação diária.
No mercado regional, a Bahia registrou valorização de R$ 5 por arroba para vaca e novilha na região Sul do estado, enquanto na região Oeste as cotações permaneceram estáveis. Em Santa Catarina, o mercado manteve-se firme, sem alteração nas referências de preços.
Ainda de acordo com o levantamento, as escalas de abate nos frigoríficos estavam, em média, programadas para seis dias.








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