Mapa confirma 3º foco de Newcastle em granja comercial de Nova Erechim
Caso foi identificado na área de emergência zoossanitária no oeste de Santa Catarina, onde já estavam em andamento ações de vigilância e contenção.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou em nota um terceiro foco da doença de Newcastle (DNC) em estabelecimento avícola comercial de Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. O caso foi identificado dentro da área de emergência zoossanitária criada na região após a confirmação do primeiro foco da doença em Nova Itaberaba, em 18 de outubro.
Segundo o Mapa, a detecção ocorreu durante as ações de vigilância intensificada na área de emergência sanitária. O Serviço Veterinário Oficial (SVO) iniciou as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença.
Mais cedo, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) também informou a confirmação do terceiro caso no Estado. De acordo com a companhia, as ações de monitoramento permitiram identificar o foco em Nova Erechim e as equipes ampliaram o raio de vigilância. Esse foco envolve 9.600 aves, que não apresentaram sintomas, conforme a Cidasc.

Em Nova Itaberaba, onde o primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade está em vazio sanitário, segundo o ministério. Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, o despovoamento sanitário das aves foi concluído, enquanto os procedimentos de limpeza e desinfecção seguem em andamento.
O ministério informou ainda que atua em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional. A pasta também reiterou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.
Este é o quarto caso de Newcastle registrado em produção comercial no Brasil. A doença é viral, altamente contagiosa e afeta aves domésticas e silvestres, com sinais respiratórios seguidos por manifestações nervosas. A notificação é obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Fonte: Estadão Conteúdo











