Exportações do agro batem recorde em julho; carne bovina movimenta US$ 1,45 bilhão
Agronegócio brasileiro exportou US$ 16,34 bilhões no mês, alta de 5,4porcento em relação a julho do ano passado; embarques de carne bovina recuaram, mas preço médio da proteína subiu 14,4porcento
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados da balança comercial do agronegócio referentes a julho de 2026. No mês, as exportações brasileiras do setor alcançaram US$ 16,34 bilhões, maior valor já registrado para julho e crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando somaram US$ 15,50 bilhões.
O agronegócio respondeu por 47,9% das exportações brasileiras no período. Já as importações de produtos do setor somaram US$ 1,75 bilhão, com queda de 2,8% na comparação anual. O cálculo das importações não considera insumos utilizados na produção agropecuária, como fertilizantes e defensivos agrícolas.
Entre os principais setores exportadores, o complexo soja liderou em valor, com US$ 7,15 bilhões, avanço de 22,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na sequência vieram as carnes, com US$ 2,91 bilhões, crescimento de 5,2%.
Carne bovina movimenta US$ 1,45 bilhão
A carne bovina in natura foi o segundo principal produto da pauta de exportações do agronegócio brasileiro em julho. As vendas externas da proteína somaram US$ 1,45 bilhão, queda de 5,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Em volume, foram embarcadas 227,94 mil toneladas, recuo de 17,7% ante as 276,88 mil toneladas registradas um ano antes. A queda mais acentuada no volume foi parcialmente compensada pela valorização da carne bovina no mercado internacional.
O preço médio de exportação passou de US$ 5.549 por tonelada em julho de 2025 para US$ 6.351 por tonelada em julho deste ano, alta de 14,4%.
A redução das compras da China teve peso importante no desempenho das exportações. As vendas para o país caíram 39,6% em valor na comparação anual, para US$ 529,24 milhões. Ainda assim, os chineses permaneceram como os principais compradores da carne bovina brasileira, com participação de 36,6%.
Em contrapartida, houve forte crescimento das vendas para outros mercados. Os Estados Unidos importaram US$ 160,04 milhões, alta de 127,7%, enquanto o Chile comprou US$ 121,90 milhões, avanço de 111,7%. A União Europeia respondeu por US$ 94 milhões, crescimento de 9,7%.
Carne de frango bate recorde para julho
Entre as demais proteínas, a carne de frango in natura registrou forte crescimento. As exportações atingiram US$ 876,17 milhões, avanço de 33,9% em relação a julho do ano passado e recorde em valor para o mês.
O volume exportado chegou a 430,74 mil toneladas, aumento de 24,9%, enquanto o preço médio avançou 7,2%. União Europeia, China, Coreia do Sul e Arábia Saudita estiveram entre os mercados que mais contribuíram para o aumento das vendas externas da proteína.
Carne suína aumenta volume, mas receita recua
A carne suína in natura movimentou US$ 277,93 milhões em julho, queda de 6,5% em relação aos US$ 297,12 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, no entanto, os embarques cresceram 2,3%, para 115,41 mil toneladas.
A redução das vendas para as Filipinas contribuiu para o desempenho negativo. As compras do país caíram 53,7%, para US$ 34,43 milhões. Com isso, o Japão assumiu a posição de principal destino da carne suína brasileira no mês, com US$ 60,84 milhões e participação de 21,9%.
Soja bate recorde e milho registra queda
Entre os grãos, a soja permaneceu como o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. As vendas de soja em grãos somaram US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4%, com embarques de 13,4 milhões de toneladas, crescimento de 9,3%. Tanto a receita quanto o volume foram recordes para os meses de julho.

O preço médio da oleaginosa também avançou, passando de US$ 408 para US$ 438 por tonelada, alta de 7,4%. A China permaneceu como principal destino da soja brasileira, com compras de US$ 4,11 bilhões e participação de 70% nas vendas do produto.
Já as exportações de milho somaram US$ 415,23 milhões, recuo de 15,7% em relação a julho de 2025. O volume embarcado caiu 20,2%, para 1,94 milhão de toneladas.
A retração ocorreu apesar da alta de 5,6% no preço médio do cereal, que passou de US$ 203 para US$ 214 por tonelada. O Egito foi o principal destino do milho brasileiro no mês, com compras de US$ 133,02 milhões, equivalentes a 600,45 mil toneladas.












