Indigo vende 2,85 milhões de créditos de carbono à Microsoft em contrato de 12 anos

Acordo é o terceiro entre as empresas e envolve créditos gerados por práticas de agricultura regenerativa nos Estados Unidos

Indigo vende 2,85 milhões de créditos de carbono à Microsoft em contrato de 12 anos
Ilustrativa

A Indigo, empresa que produz insumos biológicos, anunciou a venda de 2,85 milhões de créditos de carbono por meio de um contrato de 12 anos com a Microsoft.

Os créditos são gerados pelo programa Carbon by Indigo, desenvolvido nos Estados Unidos, que destaca o papel da agricultura regenerativa como prática essencial para remoções de carbono de alta integridade.

Este é o terceiro acordo fechado entre Indigo e Microsoft e dá continuidade às compras anteriores de 40 mil toneladas, em 2024, e 60 mil toneladas, em 2025.

A transação reforça o compromisso da Microsoft em se tornar carbono negativa até 2030, além de consolidar a liderança da Indigo em oferecer soluções escaláveis e confiáveis de remoção de carbono no solo.

“Esta aquisição de créditos pela Microsoft demonstra o poder transformador da agricultura regenerativa para apoiar comunidades agrícolas e avançar nas metas globais de carbono zero”, destacou Meredith Reisfield, diretora sênior de Políticas, Parcerias e Impacto na Indigo. “A Indigo tem orgulho de ser protagonista no mercado atual de carbono do solo, com um histórico sólido de colaboração com agricultores e resultados comprovados. Desde 2018, economizamos 64 bilhões de galões de água e emitimos quase um milhão de toneladas de créditos de carbono.”

“Em um momento em que muitos agricultores enfrentam desafios econômicos e ambientais crescentes, o contrato fornece incentivos financeiros significativos para a adoção e expansão de práticas regenerativas. Isso melhora a resiliência das fazendas e cria novas fontes de receita para os produtores rurais”, diz a Indigo em nota.

Atualmente, a Indigo trabalha com agricultores que atuam em 3,24 milhões de hectares, tendo já pago cerca de 40 milhões de dólares (cerca de 215 milhões de reais) aos participantes de seus programas, independentemente de subsídios governamentais.

“A Microsoft está satisfeita com a abordagem da Indigo para a agricultura regenerativa, que entrega resultados mensuráveis através de créditos verificados e pagamentos aos produtores, enquanto avança na ciência do carbono do solo com modelagem avançada e parcerias acadêmicas. A Indigo está fortalecendo o mercado de carbono através de seu compromisso com a melhoria da qualidade dos projetos, promoção do aprimoramento dos padrões de terceiros e produção de créditos de remoção de carbono de alta integridade”, disse Phillip Goodman, diretor de Remoção de Carbono da Microsoft.

Carbono de solo

Este acordo também é um dos primeiros no segmento de carbono do solo a incluir créditos aprovados segundo os Core Carbon Principles do Integrity Council for the Voluntary Carbon Market (ICVCM). Com base em pesquisas com validação científica independente e metodologias reconhecidas e inovadoras de sensoriamento remoto e aprendizado de máquina, a Indigo já emitiu 927.296 créditos de remoção e redução de carbono registrados no CAR1459, utilizando o Soil Enrichment Protocol (SEP) do Climate Action Reserve.

Além disso, a Indigo estabeleceu medidas adicionais para reduzir o risco de reversão ao longo do período de durabilidade de 40 anos acordado com a Microsoft, complementando as obrigações de monitoramento e compensação de reversão exigidas pelo protocolo ao longo de 100 anos.

Brasil avança com programa de sustentabilidade

Enquanto a Indigo celebra nos Estados Unidos um dos maiores acordos de créditos de carbono do setor agrícola, a empresa também comemora forte avanço no Brasil com o primeiro ciclo de seu programa Source, voltado à promoção da agricultura regenerativa.

Inédito na América Latina, a iniciativa lançada em 2025 remunera diretamente agricultores brasileiros pela adoção de práticas sustentáveis no campo, como plantio direto, rotação de culturas e uso de biológicos.

O Source conecta grandes indústrias, que buscam descarbonizar suas cadeias de valor, com produtores comprometidos com o uso responsável da terra e a redução de emissões de carbono.

“A integração entre sustentabilidade e rentabilidade está redefinindo a realidade dos agricultores no Brasil e no mundo, fortalecendo seu papel no cumprimento das metas globais de descarbonização. A Indigo acredita no poder transformador da agricultura sustentável e reconhece o Brasil como um mercado estratégico essencial para liderar a transição rumo a uma economia agrícola de baixo carbono.” diz Guilherme Raucci, líder do programa na América Latina.