Queda no custo de produção do leite no RS em 2026
Queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País
O Índice de Insumos para Produção de leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) iniciou 2026 com uma leitura deflacionária de 1,81%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta sexta-feira (06/03).No período, a queda nos custos foi liderada pela soja (-2,9%) e milho (-2%), o que aliviou a pressão em um dos principais custos da cesta, a alimentação. Essa queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País e uma expectativa de boa safra.

Custos com energia elétrica também tiveram queda, de 9,5%.Já os fertilizantes tiveram alto de 1,62%, um reflexo de frete mais caros, cotações mais altas de petróleo e tensões elevadas no Oriente Médio. Esse fator também influenciou o preço dos combustíveis, que subiram 1,27%.O desempenho do ILC neste começo de ano se mantém consistente com o do IGP-DI/FGV, que fechou em 1,10% no período. Uma correlação desses dois índices sugere que a desinflação no atacado ainda persiste e tem se transmitido, com defasagem curta, para componentes relevantes da cesta de insumos da atividade leiteira.
Essa queda nos custos, apesar de ser bem-vinda pelo produtor, não significa que o cenário esteja bom, já que o valor de venda do produto também está em queda, ainda mais acentuada do que o recuo nos custos. Nos últimos 12 meses, o preço repassado aos produtores de leite do estado caiu 24%, enquanto os custos caíram apenas 4,99%. Para o relatório de fevereiro, espera-se mais uma queda nas cotações de milho e soja, mas o cenário geopolítico pode exercer pressão nos custos que dependem de cotações internacionais e fretes.








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