Grãos abrem o dia com movimentos discretos
No trigo, a Argentina concentra as atenções por causa da greve dos portos
O mercado de grãos abriu esta terça-feira com pouca movimentação, em um cenário de cautela entre os principais contratos agrícolas. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho iniciaram o dia com variações discretas, enquanto fatores climáticos, logísticos e cambiais seguem no radar.
No trigo, a Argentina concentra as atenções por causa da greve dos portos conduzida pela Associação de Práticos, que paralisa 140 navios. No Brasil, os preços avançaram na segunda-feira, com alta de 0,03% no Paraná, para R$ 1.406,32, e de 0,29% no Rio Grande do Sul, para R$ 1.325,69. O movimento foi associado à escassez de matéria-prima adequada, conforme dados do Cepea.
A soja opera em leve baixa em Chicago, pressionada pela realização de lucros e pelas boas perspectivas para a nova safra dos Estados Unidos. O USDA manteve em 63% a parcela das lavouras em condição boa ou excelente. A floração alcança 88% da área, enquanto 62% das plantas já formam vagens, índices acima da média histórica. As previsões de chuva no Meio-Oeste também reduzem parte do prêmio climático, embora agosto permaneça decisivo para o rendimento final.

Os preços baixos do farelo limitam as cotações, mas a recuperação do óleo de soja e de outros óleos vegetais oferece suporte pela demanda para biocombustíveis. As compras chinesas de 488 mil toneladas de soja dos Estados Unidos também ajudam a conter perdas. Os resultados anuais da ADM reforçam o ambiente favorável à indústria de processamento, com margens elevadas estimulando a demanda.
No milho, a abertura também foi tímida. A seca na Europa e as dificuldades de escoamento da Ucrânia sustentam parcialmente os preços. Entre os indicadores, o dólar subiu 0,23% no Brasil, o petróleo Brent avançou 0,25% e o Índice Dólar recuou 0,04%, movimento favorável ao trigo.












