Produção de leite cresce 4,8porcento no Chile, enquanto preço ao produtor recua 1,6porcento

Entre janeiro e julho, a recepção de leite cru pelas indústrias alcançou 1,281 bilhão de litros, volume 4,8porcento superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Produção de leite cresce 4,8porcento no Chile, enquanto preço ao produtor recua 1,6porcento
ilustrativa

produção de leite no Chile mantém trajetória de crescimento em 2026. Entre janeiro e julho, a recepção de leite cru pelas indústrias alcançou 1,281 bilhão de litros, volume 4,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Segundo dados divulgados pela Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche), com base em informações da Oficina de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa), foram recebidos pelas indústrias 59,2 milhões de litros a mais na comparação anual. O crescimento também aparece quando considerado o período de 12 meses. No último ano móvel, a recepção chegou a 2,430 bilhões de litros, aumento de 4,6% frente ao período anterior. O avanço da produção, porém, ocorre simultaneamente à redução do preço real recebido pelos produtores.

Preço ao produtor cai 1,6%

Nos primeiros sete meses de 2026, o preço real médio pago ao produtor chileno ficou em aproximadamente 469,63 pesos por litro (US$ 0,52/litro), ante 477,17 pesos por litro (US$ 0,53/litro) no mesmo período de 2025. A redução foi de 7,54 pesos por litro (cerca de US$ 0,008/litro), equivalente a uma queda real acumulada de 1,6% na comparação anual.

Quando considerado o ano móvel, a tendência também foi negativa. O preço médio passou de 466,8 pesos (US$ 0,52) para 457,2 pesos por litro (US$ 0,51), redução de 2,1% frente ao período anterior. De acordo com a Fedeleche, o crescimento da atividade produtiva contrasta com a evolução dos preços ao produtor, que não estaria compensando o aumento dos custos, aumentando a pressão sobre a rentabilidade das propriedades leiteiras.

Julho teve alta de 6,9% na recepção

O desempenho da produção ganhou força em julho. No mês, a recepção industrial de leite cru chegou a 155,8 milhões de litros, crescimento de 6,9% em relação a julho de 2025. Foram 10,1 milhões de litros adicionais na comparação entre os dois períodos.

Segundo os dados apresentados pela Fedeleche, o comportamento da recepção foi majoritariamente positivo entre as regiões produtoras, fazendo de julho o melhor ponto do ano até aquele momento. As informações da Odepa e da Fedeleche também relacionam o crescimento da recepção nacional a melhores condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Preço também recuou em julho

Enquanto a quantidade de leite recebida pelas indústrias aumentou, o preço real ao produtor apresentou queda na comparação anual. Em julho, o preço ficou em aproximadamente 484,5 pesos chilenos por litro (US$ 0,54/litro). Os dados divulgados apontam redução em relação ao mesmo mês de 2025.

A outra análise divulgada pela Fedeleche aponta valor de 484,54 pesos por litro (US$ 0,54/litro), ante 490,75 pesos por litro (US$ 0,55/litro) em julho de 2025, diferença de 6,20 pesos por litro (cerca de US$ 0,007/litro). Assim, os dados dos primeiros sete meses de 2026 mostram dois movimentos simultâneos no setor leiteiro chileno: crescimento da quantidade de leite entregue às indústrias e redução do preço real recebido pelos produtores.

Custos preocupam produtores

Para a Fedeleche, o cenário exige atenção justamente porque o crescimento da produção ocorre enquanto os preços ao produtor não acompanham a evolução dos custos. A entidade afirma que os produtores precisam de sinais de preços capazes de compensar o aumento dos custos operacionais e permitir a manutenção dos investimentos necessários para continuar expandindo a produção de leite no país.

Até julho, portanto, a atividade produtiva chilena apresentava evolução positiva: a recepção acumulava alta de 4,8% e, somente em julho, avançava 6,9% na comparação anual. Ao mesmo tempo, o preço real médio recebido pelo produtor acumulava queda de 1,6% nos primeiros sete meses do ano.

As informações são da Fedeleche¹².