Algodão registra recorde de exportações e IMEA em alta em maio
Algodão registra recorde de exportações e IMEA em alta em maio
As exportações de algodão dispararam 67% neste maio contra o mesmo mês de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. A StoneX, consultoria que acompanha o setor, revisou para cima a projeção de embarques da safra. A Conab projeta que o Brasil pode superar 2,5 milhões de toneladas embarcadas na temporada 2025/26.
O produtor rural sentado à mesa de negociação se depara com um mercado que anda em três velocidades diferentes. Nunca o algodão brasileiro foi tão demandado lá fora, e ainda assim as referências domésticas e internacionais não se alinham. Em Mato Grosso, o maior produtor nacional acaba de lançar um programa de incentivo à industrialização da fibra. A ideia é agregar valor dentro de casa, transformando a pluma em produto industrializado antes de seguir para o mercado externo. Um movimento que pode mudar a cara da cotonicultura no Centro-Oeste nos próximos anos.

Algodão embarcado no Porto de Santos rumo ao mercado internacional
Exportações recordes e impacto na logística
O ritmo acelerado dos embarques já acendeu alerta na logística de escoamento. Os terminais portuários de Santos operam perto da capacidade.
A paridade de exportação calculada pelo IMEA para Mato Grosso fechou em R$ 125,27 por arroba no dia 28 de maio, alta de 0,21%. Esse valor fica abaixo da média da pluma disponível no estado, que atingiu R$ 131,80 por arroba, com avanço de 0,64% no último levantamento do instituto. A diferença entre os dois indicadores revela o espaço que o mercado interno ainda tem para absorver novas altas.
Nas praças mato-grossenses, o cenário é de firmeza. Alto Garças lidera com R$ 134,42 por arroba, seguida por Rondonópolis a R$ 133,69 e Primavera do Leste a R$ 133,08. Campo Verde marca R$ 132,90, Cuiabá R$ 132,55 e Itiquira R$ 133,18. Diamantino aparece com R$ 132,27, Lucas do Rio Verde a R$ 131,58, Nova Mutum R$ 131,99 e Campo Novo do Parecis R$ 131,43. Sorriso e Sapezal fecham a lista com R$ 131,30 e R$ 131,11, respectivamente.
Os subprodutos também acompanham a alta. O caroço subiu 0,41%, para R$ 929,50 por tonelada. A torta avançou 0,97%, cotada a R$ 916,63 por tonelada. O óleo de algodão teve alta de 0,04%, negociado a R$ 5.354,75 por tonelada.
Três velocidades desafiam produtores
Vender agora ou esperar? Eis o dilema.

Enquanto o IMEA sobe em Mato Grosso e o Cepea mantém o mercado spot nacional firme, a Bolsa de Nova York recua. Essa divergência cria uma encruzilhada para o cotonicultor. Em Campo Novo do Parecis e Sapezal, a conversa nos escritórios das fazendas é de esperar o melhor momento para travar novos negócios. A pluma disponível já acumula ganhos no curto prazo, mas a incerteza vinda de Nova York segura o entusiasmo.
Para a safra 2025/26, a expectativa é de que o Brasil mantenha o protagonismo no mercado global da fibra. Com embarques projetados acima de 2,5 milhões de toneladas pela Conab e a demanda internacional aquecida, o produtor brasileiro segue como peça-chave na oferta mundial de algodão. No fim das contas, resta saber se as três velocidades do mercado vão se encontrar em algum ponto do caminho.
Agronews











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