Carne bovina: China oficializa esgotamento da cota brasileira e tarifa de 55porcento passa a valer a partir de 1º de out/26
Acordo para utilização de cota excedente do Uruguai – anunciado na semana passada pelo presidente Brasil – não foi autorizado pelo governo chinês, segundo apuração da agência Reuters
Reportagem da Reuters enviada de Pequim nesta quarta-feira (30/9) informa que a China passará a cobrar a tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil a partir de 1º de outubro, além da alíquota atualmente em vigor, de 12%, o que praticamente inviabiliza as negociações entre os dois países.
Segundo dados oficiais do Ministério do Comércio da China, o Brasil preencheu a sua totalidade da cota de salvaguarda para 2026, de 1,1 milhão de toneladas.
Com isso, diz o texto da Reuters, agora as atenções estão voltadas para saber se a China renovará seu sistema de cotas de exportação de carne bovina para 2027 até o final deste ano.
Acordo envolvendo cota do Uruguai não vingou
Na semana passada, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Uruguai havia autorizado o Brasil a utilizar o excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China.
No entanto, relata a reportagem da Reuters, a China não concordou em permitir que o Brasil utilize o volume excedente da cota de exportação do Uruguai neste ano ou no próximo, segundo fontes do setor.

Fontes do setor informaram à agência de notícias que, mesmo que o Brasil chegue a um acordo direto com outros países sobre seus volumes não utilizados de exportação de carne bovina, é improvável que a China aceite tal medida.
A Reuters noticiou em maio que Pequim havia rejeitado as repetidas tentativas do Brasil de pressionar pela flexibilização e realocação das cotas, visando permitir que o país utilizasse os volumes excedentes de exportação de outras nações.
Embarques brasileiros podem recuar 10% em 2026
Espera-se que o volume total de exportações de carne bovina do Brasil caia 10% em relação ao ano anterior em 2026, segundo estimativa feita pela Abiec, associação do setor, no início deste ano, um reflexo direto da restrições impostas por Pequim e a uma recente limitação nas exportações de carne brasileira para a União Europeia.














