Enquanto o Brasil tira o pé da China, Argentina reforça presença no mercado chinês de importação
Sozinho, o país asiático respondeu por 59,8porcento do volume total dos embarques da proteína efetuados pelos exportadores argentinos no acumulado de janeiro a julho de 2026
Enquanto o Brasil foi obrigado a tirar o pé do mercado de importação de carne bovina da China nos últimos meses — um reflexo do iminente esgotamento da cota de salvaguarda determinada por Pequim —, a Argentina aumentou suas exportações da proteína ao país asiático, que, sozinho, respondeu por 59,8% do volume total dos embarques efetuados no acumulado de janeiro a julho de 2026.
Segundo dados do Consórcio de Exportadores de Carne ABC, em julho/26, os chineses importaram 16.500 toneladas de carne bovina argentina com osso, gerando receita de US$ 46,3 milhões, além de aproximadamente 21.000 toneladas de carne desossada (faturamento de US$ 126,3 milhões).

O mercado chinês também registrou uma melhora significativa nos preços da tonelada de carne bovina exportada pela Argentina.
O valor médio da carne bovina desossada vendida à China atingiu US$ 6.010 por tonelada em julho/26, superando o recorde anterior de US$ 5.900 registrado em maio de 2022.












