São Paulo divulga mapa do greening e classifica municípios por risco da doença

O levantamento divide os municípios paulistas conforme a incidência da doença nos pomares cítricos e orienta as estratégias de monitoramento e controle

São Paulo divulga mapa do greening e classifica municípios por risco da doença
ilustrativa

Para a classificação dos municípios nas faixas de incidência, serão consideradas no mínimo, 10% das

 

São Paulo passou a classificar os municípios conforme a incidência de HLB/Greening e alterou as regras para a erradicação de plantas infectadas.

As mudanças afetam diretamente os produtores de citros e fazem parte da estratégia estadual de combate à doença, considerada a principal ameaça à citricultura mundial.

As medidas foram oficializadas nesta segunda-feira (6), com a publicação da Portaria Defesa nº 46/2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32/2026, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

A norma divide os municípios paulistas em áreas de baixa e alta incidência da doença com base em relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária.

A norma regulamenta a Resolução SAA nº 32/2026, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e divide os municípios paulistas em áreas de baixa e alta ocorrência da doença, com base em relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária.

Na prática, a principal mudança está na forma de manejo das plantas doentes. Nos municípios com alta incidência, produtores deixam de ser obrigados a erradicar árvores adultas infectadas.

Nesses casos, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas com até três anos de idade. Já nas cidades classificadas como de baixa incidência, a erradicação continua obrigatória para todas as plantas doentes, independentemente da idade.

Como será feita a classificação

Segundo a portaria, a classificação dos municípios levará em conta, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com cultivo de citros ou, alternativamente, levantamentos amostrais conduzidos pela Defesa Agropecuária.

A relação será revisada anualmente, sempre no mês de maio, com base nos dados do ano anterior.

“A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção”, destaca Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

Erradicação muda conforme a incidência

A portaria classifica 148 municípios paulistas como áreas de baixa incidência de HLB/Greening, entre eles Araçatuba, Assis, Fernandópolis, Jales, Penápolis, Presidente Prudente, Tupã e Andradina. Todos os demais municípios do Estado passam a ser considerados áreas de alta incidência da doença.

Nos municípios com baixa incidência, permanece obrigatória a erradicação de plantas infectadas de qualquer idade. Já nas áreas de alta incidência, a eliminação compulsória fica restrita às plantas com até três anos.

“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no Estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo da doença e do inseto vetor”, explica Paloschi.

Lista de municípios com baixa incidência

Ficam classificados como municípios de baixa incidência de HLB/Greening:

  • Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d'Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d'Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d'Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d'Oeste, Panorama, Paraguaçu Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d'Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d'Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d'Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Segundo a Portaria, todos os demais municípios do Estado de São Paulo passam a ser classificados como locais com alta incidência.

Transporte de frutas também terá novas exigências

A portaria também atualiza as regras para o transporte interestadual de plantas cítricas.

A partir de agora, passa a ser obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados. O objetivo é eliminar folhas e ramos que possam atuar como potenciais vetores da doença.

A única exceção prevista é a tangerina Ponkan. As medidas se aplicam às plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.

Com as mudanças, o governo paulista busca adaptar as medidas de combate ao greening ao nível de incidência da doença em cada região, preservando o controle sanitário e reduzindo o risco de disseminação nos pomares do Estado.