Mercado de soja devolve ganhos diante de maior oferta
O contrato de soja com vencimento em março fechou a 1061,75 cents por bushel
O mercado internacional da soja iniciou a semana em queda, refletindo fatores combinados de oferta sul-americana e ajustes na cadeia de derivados, além de riscos climáticos no Hemisfério Norte. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de segunda-feira com perdas moderadas, devolvendo parte dos ganhos acumulados recentemente.
O contrato de soja com vencimento em março fechou a 1061,75 cents por bushel, com baixa de 0,56%, enquanto a posição maio recuou 0,51%, encerrando a 1074,00 cents por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março registrou queda mais acentuada, de 1,87%, ao fechar a 294,3 dólares por tonelada curta. O óleo de soja para o mesmo vencimento também operou no negativo, com recuo de 0,19%, cotado a 53,9 centavos de dólar por libra-peso.

A principal pressão sobre os preços veio do avanço da colheita no Brasil, que já alcança 4,9% da área cultivada, conforme dados de uma consultoria local citados na análise. Esse movimento reforça a percepção de aumento da oferta no curto prazo e estimulou ajustes nas posições dos investidores. No caso do farelo, a queda mais intensa refletiu um rearranjo no ritmo de esmagamento, voltado a equilibrar a demanda ligada ao setor de biodiesel.
Apesar do viés negativo, as perdas não foram mais profundas devido a fatores de sustentação. Entre eles, destacam-se as preocupações logísticas nos Estados Unidos, onde temperaturas próximas de menos 30 graus ameaçam interromper o transporte de grãos. Soma-se a isso o déficit hídrico persistente em áreas centrais da Argentina, já que as chuvas recentes foram consideradas insuficientes para afastar os riscos à produtividade.








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