Milho futuro sobe, mas mercado físico segue travado
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 70,57
O mercado de milho começou a semana com alta nos contratos futuros, sustentado pelo avanço em Chicago e por fatores cambiais, enquanto o mercado físico segue com baixa liquidez em diferentes regiões do país. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 ganhou força nesta segunda-feira, em um cenário de exportações ainda abaixo do ritmo de 2025 e de produtores pouco dispostos a ampliar as vendas no mercado spot.
Nos dez primeiros dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 2,216 milhões de toneladas, o equivalente a 32,36% do volume exportado em todo o mesmo mês do ano passado. O preço médio por tonelada, porém, avançou 9,5%, para US$ 216,80, em meio à forte concorrência de Estados Unidos e Argentina. No mercado interno, o Cepea aponta que a restrição de oferta, o atraso da colheita, a paridade de exportação e as preocupações climáticas para o fim do ano ajudam a sustentar as cotações.

Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 70,57, alta de R$ 0,37 no dia. Novembro terminou em R$ 75,63, avanço de R$ 0,48, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 78,09, com ganho de R$ 0,70.
Nos estados, a liquidez permanece limitada. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58 a R$ 63 por saca, enquanto o plantio do milho de verão começou de forma lenta por causa das chuvas. Em Santa Catarina e no Paraná, a distância entre preços pedidos e ofertados restringe os negócios. No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 60% da área. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com a indústria de bioenergia absorvendo parte da oferta e ajudando a limitar uma pressão maior sobre os preços.












