Milho fecha em baixa, mas acumula alta em julho
Na B3, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 69,20
O mercado de milho encerrou a última sessão em baixa nos contratos futuros, embora o desempenho acumulado de julho tenha permanecido positivo. Segundo análise da TF Agroeconômica, a queda acompanhou o recuo de Chicago e do dólar, enquanto a demanda interna e as exportações ajudaram a sustentar os preços ao longo do mês.
Na B3, o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 69,20, com baixa diária de R$ 0,58 e perda semanal de R$ 1,38. Novembro terminou a R$ 73,90, recuo de R$ 0,74 no dia, enquanto janeiro de 2027 ficou em R$ 77,29. Na semana, setembro caiu 1,96% e dezembro recuou 1,34%, mas os dois vencimentos acumularam altas mensais de 1,48% e 3,91%. Em Chicago, o milho perdeu 5,06% na semana e avançou 5,76% em julho. A média Cepea caiu 0,75% na semana e subiu 2,63% no mês.

No Rio Grande do Sul, a liquidez segue baixa, com indicações entre R$ 58 e R$ 63 por saca e média estadual de R$ 58,94. A oferta limitada e o interesse exportador reduzem a pressão da colheita. A Emater estima produção de 5,98 milhões de toneladas na safra 2025/26, com crescimento de 13,1% na área e no volume produzido, apesar do leve recuo de 0,2% na produtividade.
Em Santa Catarina, a diferença entre vendedores, próximos de R$ 60, e compradores, ao redor de R$ 55 por saca, trava novos negócios. No Paraná, o cenário é semelhante, e o Deral reduziu a projeção da segunda safra para 17,05 milhões de toneladas, com 40% da área colhida e 81% das lavouras em boas condições. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 48 a R$ 50,05 por saca, enquanto a demanda da indústria de bioenergia ajuda a absorver a nova oferta e limita quedas mais fortes.












