Outubro, novembro e dezembro serão de extremos com El Niño: chuvas chegam a 500 mm em poucos dias e calorão ataca; saiba onde
Excesso de umidade já dificulta operações no campo, enquanto temporais, granizo e rajadas de vento entram no radar
Imagem gerada por IA
Outubro, novembro e dezembro devem ser marcados por extremos no tempo em diferentes regiões do Brasil, com a influência do El Niño mantendo o Sul no radar para períodos de chuva volumosa, enquanto o calor ganha força em áreas do Paraná e do Centro-Oeste. Para o produtor rural, o cenário exige atenção tanto ao excesso de umidade quanto às altas temperaturas previstas ao longo dos próximos meses.
No Sul, outubro começa com destaque para os grandes volumes de chuva. No Rio Grande do Sul, o solo já apresenta níveis elevados de umidade, com áreas como Santa Vitória do Palmar enfrentando dificuldades para a realização das atividades no campo. A situação preocupa tanto os produtores de soja quanto aqueles que ainda precisam avançar com a colheita das culturas de inverno.
Frente fria provoca chuva nesta sexta-feira (2)
Uma frente fria avança pelo Sul nesta sexta-feira (2), provocando chuva no Paraná. A partir de domingo, as instabilidades voltam a ganhar força e podem provocar novos temporais na região. Os maiores volumes aparecem no norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná, com acumulados que podem chegar a 100 mm.
O cenário fica ainda mais chamativo quando se olha para os acumulados de longo prazo. Em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, a projeção para 30 dias chega perto de 500 mm. O problema não está apenas no volume total, mas na possibilidade de grandes quantidades de chuva ocorrerem em períodos curtos, aumentando o risco de alagamentos, deslizamentos e transbordamentos.
8 a 12 de outubro
Entre 8 e 12 de outubro, a chuva deve continuar concentrada no Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. Em alguns pontos, os acumulados podem superar 200 mm. Chapecó, em Santa Catarina, também aparece em uma situação de atenção, com projeções de 400 mm a 500 mm em 30 dias. O excesso de água pode dificultar o trabalho no campo e comprometer o andamento das atividades relacionadas à soja.
Ao mesmo tempo, o Sul deve enfrentar períodos de temperaturas mais baixas. Nos próximos dias, algumas áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul podem registrar mínimas abaixo de 10°C. A previsão, no entanto, não indica ocorrência de geada.
Previsão para novembro
Na passagem para novembro, o cenário começa a mudar em algumas áreas. O calor ganha força principalmente no oeste do Paraná, com temperaturas acima dos 30°C e possibilidade de máximas entre 37°C e 38°C. Enquanto isso, a chuva mais intensa deve continuar aparecendo em outras áreas do estado.
Em cinco dias, alguns pontos do Paraná podem acumular mais de 100 mm a 150 mm de chuva. Cascavel também chama atenção, com projeções de volumes superiores a 500 mm em 30 dias.

O calor também deve avançar sobre partes do Centro-Oeste. Goiás e Mato Grosso entram no radar para temperaturas elevadas, enquanto novas áreas de instabilidade podem provocar chuva no Paraná, interior de São Paulo, sul de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Em alguns pontos, os temporais podem vir acompanhados de rajadas de vento e granizo.
Calorão
Para os próximos dias, a tendência não é de temperaturas generalizadas na casa dos 40°C, mas o calor pode apertar, com máximas próximas de 37°C a 38°C em algumas regiões. No domingo e na segunda-feira, as temperaturas podem voltar a se aproximar dos 30°C em áreas do Sul.
O cenário para outubro, novembro e dezembro reforça a importância do acompanhamento das condições do tempo pelo produtor. De um lado, o excesso de chuva pode deixar o solo saturado e dificultar operações agrícolas. De outro, os períodos de calor intenso podem aumentar o estresse sobre as lavouras, especialmente quando aparecem acompanhados de intervalos mais secos.














