Boi gordo: frigoríficos pisam no freio, mas arroba segue firme
Compradores avaliam o desempenho das vendas de carne antes de definir novas compras, enquanto reajustes de até R$ 5/@ aparecem em algumas regiões. Ouça a análise do Bom Dia do Boi CEPEA desta terça-feira (20/10).
Confira a íntegra da edição desta terça-feira (20/10) do Bom Dia do Boi CEPEA:
Boi gordo mantém preços firmes apesar da cautela dos frigoríficos
O mercado do boi gordo iniciou a semana em ritmo lento nesta segunda-feira (19/10), com compradores mais cautelosos e atentos ao desempenho das vendas de carne bovina no fim de semana. Apesar da menor movimentação em diversas regiões, os preços da arroba permaneceram firmes, com reajustes pontuais de até R$ 5/@.
Segundo o CEPEA, parte dos frigoríficos preferiu avaliar as condições de mercado e definir suas necessidades de compra antes de ampliar as negociações. O cenário resultou em estabilidade em algumas praças e novas altas em outras, mantendo o tom de firmeza das cotações.
No Triângulo Mineiro, os preços do boi gordo permaneceram nos mesmos patamares da sexta-feira, enquanto compradores e vendedores acompanharam o mercado antes de definir possíveis reajustes. As escalas de abate ficaram entre oito e 15 dias, influenciadas pela atuação de grandes frigoríficos que também recorrem a contratos a termo para garantir o abastecimento.
Já no Norte de Minas Gerais, a menor disponibilidade de animais contribuiu para sustentar os preços. Nas duas regiões mineiras, as negociações ocorreram entre R$ 355 e R$ 365/@, apesar das diferenças nas condições de oferta.
Em Rio Verde (GO), a oferta de animais no mercado spot permaneceu restrita, mas o abate de bovinos próprios ajudou a alongar as escalas de alguns frigoríficos. Outros compradores, porém, enfrentaram programações mais curtas e elevaram as ofertas em até R$ 5/@. Os negócios com boi gordo na região ocorreram entre R$ 350 e R$ 355/@, com escalas de abate variando de sete a dez dias.
Em Rondonópolis (MT), parte das negociações foi realizada nos mesmos patamares da semana anterior, em torno de R$ 350/@. Também foram registrados reajustes de R$ 5/@ para machos e fêmeas, com boa liquidez e negócios efetivados ao longo do dia.
As escalas de abate na região ficaram entre dez e 15 dias, indicando maior cobertura das necessidades de compra de parte dos frigoríficos.
Exportações de carne bovina têm ritmo inferior ao de outubro de 2025
As exportações brasileiras de carne bovina in natura também entraram no radar dos agentes do mercado pecuário, após a divulgação de novos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Na parcial de outubro, os embarques somaram aproximadamente 107 mil toneladas, com média diária de 9,803 mil toneladas.
O volume médio diário ficou quase 33% abaixo do registrado em outubro de 2025, mas apresentou avanço de 5,48% em relação à média de setembro de 2026.
Já o preço médio pago por tonelada permaneceu elevado, com alta de 12,4% na comparação anual.
Os números mostram que, apesar do ritmo de embarques inferior ao observado no mesmo mês do ano passado, os preços internacionais da carne bovina brasileira continuam valorizados.
O desempenho das exportações, assim como o comportamento das vendas no mercado doméstico, segue entre os fatores acompanhados pelos frigoríficos para definir o ritmo das compras de boi gordo nas próximas semanas.


Cotações do boi gordo – 19/10/26
Confira os preços da arroba no levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria
Veja abaixo as cotações do boi gordo desta segunda-feira (19/10), conforme levantamento diário da Agrifatto:
SÃO PAULO:
Boi comum: R$ 385,00.
Boi China: R$ 385,00.
Média: R$ 385,00.
Vaca: R$ 355,00.
Novilha: R$ 365,00.
Escalas : cinco dias.
MINAS GERAIS:
Boi comum: R$ 370,00.
Boi China : R$ 370,00.
Média: R$ 370,00.
Vaca : R$ 345,00.
Novilha: R$ 355,00.
Escalas : seis dias.
MATO GROSSO DO SUL:
Boi comum: R$ 375,00.
Boi China : R$ 375,00.
Média: R$ 375,00.
Vaca : R$ 345,00.
Novilha: R$ 355,00.
Escalas : cinco dias.
MATO GROSSO:
Boi comum: R$ 355,00.
Boi China : R$ 355,00.
Média: R$ 355,00.
Vaca : R$ 330,00.
Novilha: R$ 335,00.
Escalas : sete dias.
GOIÁS:
Boi comum: R$ 370,00.
Boi China/Europa : R$ 370,00.
Média: R$ 370,00.
Vaca : R$ 345,00.
Novilha: R$ 355,00.
Escalas : seis dias.
TOCANTINS:
Boi comum: R $ 365,00 .
Boi China : R$ 365,00.
Média: R$ 365,00.
Vaca : R$ 340,00.
Novilha: R$ 350,00.
Escalas : seis dias.
PARÁ:
Boi comum: R$ 365,00.
Boi China : R$ 365,00.
Média: R$ 365,00.
Vaca : R$ 340,00.
Novilha: R$ 350,00.
Escalas : cinco dias.
RONDÔNIA:
Boi: R$ 360,00.
Vaca : R$ 335,00.
Novilha: R$ 340,00.
Escalas : sete dias.
MARANHÃO:
Boi: R$ 360,00.
Vaca : R$ 335,00.
Novilha: R$ 340,00.
Escalas : seis dias.
PARANÁ:
Boi: R$ 385,00.
Vaca : R$ 355,00.
Novilha: R$ 365,00.
Escalas : cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta segunda-feira (19/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria:
SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo)
MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo)
MATO GROSSO: R$ 354,00/@ (à vista) e R$ 358,00/@ (prazo)
MATO GROSSO DO SUL: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
GOIÁS: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo)
PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 366,00/@ (à vista) R$ 370,00/@ (prazo)
PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 364,00/@ (à vista) e R$ 368,00/@ (prazo)
RONDÔNIA: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)
ESPÍRITO SANTO: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo)
TOCANTINS: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo)
PARANÁ: R$ 379,00/@ (à vista) e R$ 383,00/@ (prazo)











