Colheita avança, mas clima trava parte da soja

A sustentação veio da valorização expressiva do óleo

Colheita avança, mas clima trava parte da soja
Ilustrativa

A soja voltou a registrar valorização em Chicago, em um movimento sustentado principalmente pelo avanço do óleo vegetal e pela alta do petróleo, enquanto o farelo encerrou o dia em queda. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de maio da soja na CBOT fechou em alta de 0,79%, a US$ 11,8225 por bushel, e o vencimento de julho subiu 0,65%, a US$ 11,9700 por bushel, acompanhando a força do óleo de soja, que avançou 2,63%, enquanto o farelo caiu 1,62%.

A sustentação veio da valorização expressiva do óleo, cotado a US$ 1.634,03 por tonelada, em meio ao suporte do petróleo e à demanda crescente por biodiesel. Já o farelo recuou com realização de lucros e tentativa do mercado de reduzir o impacto do caso HB4 no farelo argentino. Nos Estados Unidos, o clima segue no radar, com a área sob seca no Meio-Oeste subindo para 30%, fator que aumenta a cautela sobre o início do desenvolvimento da safra.

No Brasil, a ANEC revisou as exportações de abril para 15,87 milhões de toneladas, ajuste atribuído à logística, embora o volume ainda supere o registrado em 2025. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 50% dos 6,62 milhões de hectares, mas as chuvas irregulares dificultam o avanço das máquinas. Passo Fundo chega a 95% da área colhida, com 55 sacas por hectare, enquanto Soledade segue limitada pelo excesso de umidade.

Em Santa Catarina, a produção estimada é de 3,1 milhões de toneladas, com avanço de 21,4% na área de segunda safra. No Paraná, 99% da área foi colhida e a produção total chega a 25,9 milhões de toneladas. Mato Grosso do Sul tem 97,1% da colheita concluída, mas enfrenta déficit de armazenagem de 15,2 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, a colheita chega a 96,42%, com produtividade recorde de 66,03 sacas por hectare, enquanto o frete volta a pressionar a rentabilidade.