Nova tabela de preços em SP: boi gordo a R$ 381/@ e lotes-China a R$ 385/@, aponta Scot
“A arroba acumula valorização gradual nas últimas semanas, com frigoríficos elevando propostas para recompor as programações de abate em importantes regiões”, ressalta a Agrifatto.
Nesta sexta-feira (9/10), após forte pressão por parte dos pecuaristas, o mercado do boi gordo fechou a semana com uma nova tabela de preços: o animal sem padrão-exportação saltou para R$ 380/@ no interior de São Paulo, enquanto os lotes com perfil para atender o mercado chinês agora são negociados por R$ 385/@ (valores brutos, no prazo), destacam os analistas da Scot Consultoria, que acompanham diariamente os negócios em mais de 30 praças brasileiras.
“Os fundamentos do mercado não mudaram e o viés positivo persiste”, relata o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, acrescentando que, apesar da desaceleração das exportações de carne bovina in natura, a oferta comedida de animais para abate segue como principal vetor de alta da arroba.
Segundo avaliação dos analistas da Agrifatto, a dificuldade de adquirir boiadas para abate imediato fortalece a posição dos pecuaristas, mantendo a tendência altista, embora os reajustes avancem em ritmos distintos entre as regiões brasileiras.
“A arroba acumula valorização gradual nas últimas semanas, com frigoríficos elevando propostas para recompor as programações de abate em importantes regiões pecuárias do País”, ressalta a Agrifatto.
Nesta sexta-feira, pelos dados apurados pela consultoria, foram registradas altas nos preços do boi gordo em 7 das 17 regiões monitoradas diariamente: AC, GO, MA, MG, MT, RO e TO.
Na quinta-feira (8/10), a Agrifatto havia identificado valorizações em seis praças do País: SP, BA, PA, PR, RO e SC.
No entanto, diz a consultoria, o volume de boiadas negociadas durante a semana foi insuficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, mantidas em seis dias úteis na média nacional.
No mercado futuro do boi gordo, os contratos da B3 fecharam o pregão da quinta-feira (8/10) em baixa, com destaque para o vencimento de novembro/26, cotado a R$ 394,55/@, um recuo de 0,55% no comparativo diário.

Atacado/varejo
Impulsionadas pela entrada da massa salarial de setembro na economia, as vendas de carne bovina ao consumidor estabelecido em São Paulo começaram a semana em ritmo lento, melhoraram entre terça e quarta-feira e ganharam consistência na quinta-feira (8/10), relata a Agrifatto.
“A expectativa é de maior fluxo de clientes nos supermercados e açougues a partir desta sexta-feira, com pico no domingo (11/10) e ritmo sustentado até o fim da primeira quinzena de outubro”, prevê a consultoria.
O atacado de carne com osso acompanhou a toada do varejo, com avanço das distribuições na terça-feira e ganho de tração na quarta e quinta, conforme sinalizaram os pedidos de reposição, informa a Agrifatto.
“As mercadorias recebidas nos entrepostos dentro do programado foram descarregadas de imediato”, ressalta a consultoria, acrescentando que, durante a semana, foram registradas apenas devoluções parciais pontuais por questões de qualidade, sem recusas de cargas completas por outros motivos.
Desde o início de setembro, diz a consultoria, a oferta de boi castrado segue equilibrada e suficiente para atender à demanda, enquanto a disponibilidade de boi inteiro, vaca e novilha permanece limitada.
“A perspectiva é de manutenção desse ritmo por pelo menos mais oito dias”, acredita a Agrifatto, acrescentando: “As mercadorias negociadas abastecerão o mercado entre 10 e 16 de outubro, período em que a demanda sazonal ainda deve se manter consistente.”
Esse quadro, somado à valorização da arroba diante da oferta restrita de animais terminados, sustentou reajustes moderados em todos os produtos destinados ao consumo in natura e às indústrias de desossa e charque, relata a Agrifatto.
O dianteiro para consumo in natura foi negociado entre R$ 22,00 kg e R$ 22,50/kg no Estado de São Paulo, com o maior valor consolidado como referência, informa a consultoria.











