Preços da carne bovina recuam no atacado com demanda mais fraca
Consumo mais lento na segunda quinzena de maio e maior competitividade do frango pressionam mercado interno, enquanto exportações seguem em ritmo forte
O mercado atacadista registrou preços levemente mais fracos para a carne bovina ao longo desta semana, em meio à redução do consumo na segunda metade do mês e à maior competitividade das proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
A tendência é de continuidade desse movimento nas próximas semanas, segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
“A expectativa é de continuidade do movimento de queda no decorrer da segunda quinzena de maio, período pautado por menor apelo ao consumo diante da descapitalização do consumidor médio. Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na relação com a carne de frango, que conta com preços mais atrativos”, disse.
No atacado, o quarto traseiro bovino tinha indicação de preço de R$ 27,50 por quilo na quinta-feira (21). O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha registrou preço de R$ 20,00 por quilo.
Exportações seguem aquecidas
Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina continuam em ritmo forte neste mês.

Nos primeiros dez dias úteis de maio, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada renderam US$ 913,250 milhões, com média diária de US$ 91,325 milhões.
O volume total exportado chegou a 141,349 mil toneladas, com média diária de 14,135 mil toneladas. Já o preço médio da tonelada ficou em US$ 10.381,10.
Na comparação com maio de 2025, houve avanço de 69,1% no valor médio diário exportado, alta de 36,2% no volume médio diário embarcado e ganho de 24,2% no preço médio da tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).








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