Saúde animal: CNA cobra providências para falta de vacina no País
Tema foi debatido na reunião da Comissão de Bovinocultura de Corte realizada na ExpoZebu, em Uberaba (MG)
A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na terça (28), durante a ExpoZebu, em Uberaba (MG).
O encontro discutiu pautas prioritárias para o setor, como a disponibilidade de vacinas, as cotas de exportação de carne bovina para a China, e as resoluções da reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa).
O presidente da Comissão, Cyro Penna, destacou a importância do diálogo para avançar nas pautas do setor. “O fortalecimento da bovinocultura de corte passa por um trabalho coletivo, com diálogo constante entre produtores, entidades e setor produtivo. É assim que conseguimos avançar em temas que impactam diretamente a produção pecuária e a competitividade do setor”, afirmou.
O presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, André Bartocci, também ressaltou a relevância desses encontros para o desenvolvimento da atividade. “Essas reuniões permitem reunir pontos importantes, construir soluções e promover avanços concretos para toda a pecuária brasileira”, disse.
Durante o encontro, Luiz Monteiro, diretor técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), apresentou um panorama sobre a disponibilidade das principais vacinas no País. Sobre este assunto, a CNA informou que está pleiteando, junto ao Sindan e ao Mapa, a resolução do problema.
Segundo ele, após a interrupção de campanhas de vacinação, houve a desativação de setores produtivos nas empresas fabricantes, o que exigiu um processo de readequação industrial e regulatória.
O diretor destacou que a retomada envolve etapas como produção, testes oficiais, dupla checagem, selagem, aprovação, distribuição e comercialização, o que demanda tempo e planejamento.


“Estamos trabalhando para garantir a estabilidade no abastecimento das vacinas com controle oficial, como brucelose, raiva dos herbívoros e clostridiais. A previsão é de que toda a situação se normalize até o segundo semestre deste ano”, afirmou.
Outro tema debatido foi a distribuição das cotas de exportação de carne bovina para a China. O assessor técnico da CNA, Rafael Lima, apresentou o posicionamento da entidade em defesa de maior equilíbrio no processo. Em março, a CNA se reuniu com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e encaminhou um ofício com esse posicionamento.
A comissão também abordou os desdobramentos da 52ª Reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), com destaque para o reforço das medidas de biossegurança nas propriedades, a vigilância constante e a importância da preparação dos países para situações de emergência sanitária, diante dos recentes surtos registrados em outras regiões do mundo.
Fonte: Ascom CNA









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