Carne bovina: Mato Grosso amplia espaço no Peru e mira Ásia por nova rota do Pacífico
Os dois movimentos estiveram no radar da participação mato-grossense na Expoalimentaria, realizada entre os dias 23 e 25 de setembro, em Lima
A carne bovina de Mato Grosso busca ampliar espaço no mercado peruano e, ao mesmo tempo, acompanha uma transformação logística que pode aproximar a produção do Estado dos consumidores asiáticos.
Os dois movimentos estiveram no radar do setor mato-grossense na Expoalimentaria, realizada entre os dias 23 e 25 de setembro, em Lima, no Peru; a ação teve a participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Durante a exposição, a carne de MT foi apresentada aos compradores por meio de degustações, preparadas pelo chef Carlos Miranda.

Foto: Divulgação Imac
Um dos focos para a pecuária de Mato Grosso é o próprio mercado peruano. O país possui 34,1 milhões de habitantes e ainda apresenta um consumo relativamente baixo de carne bovina. Segundo o Imac, estudos sobre o mercado apontam uma média próxima de 6 kg por habitante ao ano, enquanto em Lima o consumo chega a 8,31 kg.
“O perfil abre espaço principalmente para vendas direcionadas a nichos de maior valor agregado, como restaurantes, hotéis e consumidores de maior renda. Para frigoríficos de pequeno e médio porte de Mato Grosso, o Peru pode funcionar como um mercado complementar para a construção de novas relações comerciais, sem a necessidade de competir apenas por grandes volumes”, avalia o instituto.

Rota para o Pacífico
Além do mercado consumidor peruano, outro ponto estratégico está na localização do país. O Peru vem investindo em infraestrutura para se consolidar como uma ligação entre a América do Sul e a Ásia, movimento que ganhou força com a entrada em operação do Porto de Chancay, na costa do Pacífico.
“Participar da Expoalimentaria nos permite trabalhar em duas frentes. O Peru é um mercado que pode oferecer oportunidades para frigoríficos que buscam atender nichos específicos, especialmente restaurantes e consumidores que valorizam cortes diferenciados. Ao mesmo tempo, precisamos acompanhar essa transformação logística que está ocorrendo no país, com uma estrutura portuária voltada para aproximar a América do Sul dos mercados asiáticos”, afirma, em nota, o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Fonte: Ascom Imac














