Boi gordo sobe mais que a carne bovina e pressiona margens dos frigoríficos em SP

Oferta restrita de animais para abate sustenta valorização da arroba, enquanto preços da carne no atacado avançam em ritmo menor, aponta Cepea

Boi gordo sobe mais que a carne bovina e pressiona margens dos frigoríficos em SP
ilustrativa

Os preços do boi gordo têm avançado em ritmo mais intenso que os da carne bovina no atacado da Grande São Paulo, reduzindo a diferença entre as cotações dos dois produtos neste início de outubro. O movimento pode aumentar a pressão sobre as margens dos frigoríficos, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com os pesquisadores, a oferta limitada de animais prontos para abate e as dificuldades dos frigoríficos para completar suas escalas têm sustentado a valorização da arroba no mercado paulista.

Por outro lado, os preços da carne bovina no atacado não acompanham as altas na mesma intensidade, estreitando a diferença entre o valor pago pelos animais e o recebido na comercialização da carne.

O Cepea ressalta, porém, que a avaliação das margens da indústria frigorífica depende de outros fatores, como rendimento de carcaça, custos operacionais e receitas obtidas com a venda de subprodutos do abate.

O que esperar dos preços do boi gordo?

Para as próximas semanas, a tendência do mercado dependerá principalmente da disponibilidade de animais para abate, do comportamento das escalas dos frigoríficos e da demanda por carne bovina no atacado.

Segundo o Cepea, o consumo tradicionalmente mais aquecido no último trimestre do ano pode contribuir para sustentar as cotações. No entanto, a continuidade das altas da arroba dependerá, sobretudo, das condições de oferta de animais no mercado.