Pela 1ª vez na história, abate de novilhas em MT supera o volume de vacas enviadas aos ganchos
No acumulado de jan-set/26, a fatia das fêmeas caiu de 51,56porcento para 47,01porcento, a menor participação desde 2022, informa a Agrifatto, com base em dados do Indea-MT
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o abate novilhas (de 12 a 24 meses) avançou 10,16% em Mato Grosso, para 1,01 milhão de cabeças, na comparação com igual período de 2025, informa a Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).
Segundo a consultoria, foi a primeira vez na história (desde o início da série, em 2003) que o abate de novilhas em MT superou o volume de abate de vacas com mais de 36 meses, que somou 986,79 mil cabeças até setembro/26, um recuo de 17,56% sobre o resultado obtido em igual período de 2025.
Em setembro/26, compara a Agrifatto, 55,53% das cabeças abatidas tinham até 24 meses, a maior participação mensal da série histórica.
No acumulado do ano, a fatia chega a 47,64% – também a maior da série –, ante 40,06% em 2025 e apenas 1,40% em 2003.
Considerando a mesma base de comparação (janeiro a setembro deste ano), o abate de fêmeas de 24 a 36 meses também caiu: um recuo anual de 15,32%, para 603,34 mil.
Segundo a Agrifatto, as vacas, que respondiam por 51,33% das fêmeas abatidas no mesmo período de 2023, hoje representam 38,32%.
Só em setembro/26, foram 86,24 mil vacas abatidas em Mato Grosso, uma queda de 23,98% sobre o mesmo mês de 2025, o menor volume mensal desde dezembro de 2022.
Movimento de descarte segue perdendo força
No acumulado dos primeiros 9 meses este ano, Mato Grosso enviou 5,48 milhões de cabeças de bovinos ao abate, 0,38% abaixo do resultado registrado no mesmo período de 2025 e o terceiro maior volume da série, atrás apenas de 2024 e 2025.

Os machos somam 2,90 milhões de cabeças, com acréscimo anual de 8,98%, um recorde para o período, enquanto os abates de fêmeas recuaram 9,18%, para 2,58 milhões de cabeças.
No acumulado dos primeiros 9 meses e 2026, a fatia das fêmeas abatidas caiu de 51,56% para 47,01%, a menor participação desde 2022, observa a Agrifatto.
“A participação das fêmeas nos abates totais de Mato Grosso está abaixo da registrada no mesmo mês do ano anterior há 11 meses seguidos, desde novembro de 2025”, destaca a consultoria.
Ainda assim, o nível segue acima da média para o mês: 40,43% do abate de setembro foi de fêmeas, contra 34,94% na média de 2015 a 2026, o que indica espaço para nova redução da oferta de fêmeas.











