Milho fecha em baixa com pressão da colheita

Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 68,57 por saca

Milho fecha em baixa com pressão da colheita
ilustrativa

Os preços futuros do milho encerraram a terça-feira em queda, pressionados pelo avanço da colheita e pela fraqueza das cotações externas. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o recuo de Chicago, embora a alta do dólar tenha limitado perdas mais acentuadas. A Conab estimou que a colheita do milho safrinha chegou a 69,1% da área no país, enquanto restam apenas áreas pontuais da primeira safra no Maranhão e no Piauí.

Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 68,57 por saca, baixa diária de R$ 0,17 e semanal de R$ 1,72. Novembro de 2026 terminou a R$ 73,30, com perdas de R$ 0,35 no dia e de R$ 2,06 na semana. Janeiro de 2027 recuou para R$ 76,48, queda de R$ 0,33 na sessão e de R$ 1,34 no acumulado semanal.

No mercado físico, o ritmo permaneceu lento. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram entre R$ 58,00 e R$ 63,00 por saca, e a média estadual caiu 0,17%, para R$ 58,94. A oferta disponível segue ajustada, com produtores cautelosos e exportações reduzindo o impacto da entrada de novos volumes.

Em Santa Catarina, as referências ficaram próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto compradores indicaram cerca de R$ 55,00. O distanciamento entre compra e venda restringiu os negócios. No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 40% da área e ampliou gradualmente a disponibilidade, mas os produtores continuaram seletivos. As referências também ficaram perto de R$ 60,00, diante de demanda ao redor de R$ 55,00 CIF.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram de R$ 48,00 a R$ 50,00 por saca. A colheita atingiu 37% da área, com interrupções pontuais pelas chuvas no Sudoeste. A indústria de bioenergia continuou absorvendo parte da oferta e ajudou a conter uma pressão mais intensa sobre os preços.