ABIEC cobra retomada das exportações de carne bovina para a União Europeia

Entidade afirma que garantias oficiais já foram apresentadas pelo Brasil

ABIEC cobra retomada das exportações de carne bovina para a União Europeia
ilustrativa

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) manifestou preocupação com a interrupção das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia e informou que trabalha para apoiar o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na retomada do fluxo comercial. Segundo a entidade, as garantias oficiais brasileiras já foram apresentadas às autoridades europeias.

A suspensão ocorreu após a comunicação de novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos. Desde então, a ABIEC afirma atuar em conjunto com os demais elos da cadeia produtiva e fornecer suporte técnico ao Mapa, responsável pelas negociações com as autoridades europeias.

De acordo com a associação, a prioridade neste momento é reincluir o Brasil entre os países autorizados a exportar para o bloco. As negociações seguem em âmbito governamental, enquanto a iniciativa privada fornece os subsídios técnicos necessários para que as vendas sejam restabelecidas no menor prazo possível.

Paralelamente, foi desenvolvido um protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos pela ABIEC, pela Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O protocolo integra as garantias oficiais brasileiras e já está em execução na cadeia produtiva.

A ABIEC informa que 100% das empresas associadas habilitadas a exportar para o mercado europeu aderiram ao protocolo. A entidade ressalta que a exigência é de natureza regulatória e não altera a qualidade, a segurança ou o status sanitário da carne bovina brasileira, produto comercializado pelo país em mais de 170 mercados.

A União Europeia é considerada um mercado estratégico para a carne bovina brasileira, especialmente pelo maior valor agregado e pelo perfil específico dos cortes comercializados. A ABIEC destaca que, embora a carne brasileira continue sendo direcionada aos mercados para os quais está habilitada, a substituição do mercado europeu não ocorre automaticamente, já que cada destino possui demandas específicas de produtos e cortes.

Por isso, a entidade afirma que a prioridade é contribuir para a retomada das exportações para a União Europeia, ao mesmo tempo em que busca preservar a diversificação dos destinos, a competitividade da cadeia e a presença internacional da carne bovina brasileira.