Mercado de grãos abre outubro com pressão sobre preços
Em Chicago, o trigo apresentou maior firmeza no dia 1º
O mercado de grãos inicia outubro com comportamentos distintos, marcado por pressão sobre milho e soja e por maior sustentação para o trigo no cenário internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o curto prazo mantém diferenças claras entre as culturas, com estoques elevados pesando sobre o milho, oferta abundante pressionando a soja e compras externas oferecendo algum suporte ao trigo.
Em Chicago, o trigo apresentou maior firmeza no dia 1º, favorecido pelo retorno da Arábia Saudita ao mercado, com aquisição de 535 mil toneladas. A recuperação, porém, segue limitada pelas vendas externas dos Estados Unidos, que novamente ficaram abaixo das expectativas.
A soja continua pressionada, renovando mínimas em meio à chegada de uma safra recorde nos Estados Unidos e à expectativa de menor processamento. O USDA informou moagem de 209,6 milhões de bushels em agosto, equivalente a 5,7 milhões de toneladas, abaixo do esperado. A demanda chinesa permanece como principal incerteza, sem novas compras relevantes no último pregão. Para alcançar a projeção oficial de exportações, os Estados Unidos precisariam vender cerca de 525 mil toneladas por semana até o fim da safra.

Na América do Sul, os basis da soja brasileira recuaram, acompanhados pelo enfraquecimento dos prêmios do óleo e dos basis do farelo. Na Argentina, os prêmios do farelo mostraram maior firmeza. A Oil World prevê possível recuperação dos preços dos óleos vegetais e alerta para eventual queda de 2 milhões de toneladas na produção de óleo de palma da Indonésia em 2027.
No milho, o mercado ainda assimila o aumento dos estoques norte-americanos da safra 2025/26. O contrato para dezembro voltou a operar abaixo de US$ 5 por bushel, menor nível em um mês e meio. Entre os indicadores, o dólar estava em R$ 5,2555, com alta de 1,12%, enquanto o Brent recuava 3,07%, a US$ 99,87.














