Arco Norte amplia espaço na logística de grãos
“O Brasil descentraliza suas exportações"
A expansão da infraestrutura logística no Norte do país vem ampliando a importância de corredores alternativos para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e para a conexão com os mercados internacionais. Segundo Wladimir Melo, especialista do agronegócio, Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, ocupa posição central nesse processo de transformação do transporte de grãos pelo Arco Norte.
A consolidação da BR-163 reduziu de cerca de 30 para 18 horas o tempo de viagem entre Sinop e Miritituba, fortalecendo a competitividade da rota em relação aos portos do Sudeste. Ao mesmo tempo, o aumento acelerado do volume transportado trouxe novos desafios, principalmente nos períodos de pico da safra, quando o tráfego nas estações de transbordo evidencia a necessidade de ampliar a infraestrutura local.
A expectativa apresentada por Melo é de que a capacidade de escoamento avance dos atuais 17 milhões para 30 milhões de toneladas nos próximos cinco anos, impulsionada pela implantação de novos terminais fluviais. Investimentos de concessionárias e do DNIT também incluem contornos rodoviários e novos acessos, com o objetivo de reduzir a circulação de veículos pesados no perímetro urbano.

Empresas como a Hidrovias do Brasil e outras operadoras portuárias participam da ampliação do Corredor Norte. A rota pelos rios Tapajós e Amazonas também ganha relevância pela possibilidade de reduzir custos logísticos e encurtar o percurso marítimo em direção à Europa e à Ásia quando comparada às saídas por Santos ou Paranaguá.
“O Brasil descentraliza suas exportações. Para o produtor, significa maior margem e previsibilidade. Para o investidor, significa posicionar capital onde a demanda é garantida e crescente pelas próximas décadas”, conclui.












