Nova indústria de Goiás recebe investimento de mais de R$ 1,5 bilhão e terá capacidade para processar 6 mil toneladas de soja por dia
Novo complexo industrial em Palmeiras de Goiás vai ampliar quase ao dobro a capacidade de processamento de soja da cooperativa e deve gerar centenas de empregos
A Comigo decidiu ampliar sua estrutura industrial em Goiás com um dos maiores investimentos de sua história. A cooperativa está construindo em Palmeiras de Goiás um complexo de mais de R$ 1,5 bilhão, planejado para processar 6 mil toneladas de soja diariamente.
A nova unidade também terá grandes estruturas de armazenagem, ligação ferroviária para o escoamento da produção e mais de 300 trabalhadores diretos quando estiver em operação. A previsão é que a fábrica comece a funcionar em 2027.
Nova fábrica terá capacidade superior à unidade de Rio Verde
O empreendimento ocupa uma área total de aproximadamente 843 mil metros quadrados.
Quando entrar em operação, a indústria poderá processar 6 mil toneladas de soja por dia, quantidade superior às 5,5 mil toneladas diárias da atual fábrica da cooperativa em Rio Verde.
Com as duas plantas, a capacidade conjunta da Comigo deverá alcançar 11,5 mil toneladas por dia.
A própria cooperativa afirma que a unidade de Palmeiras deverá se tornar, individualmente, uma das maiores instalações de processamento de soja do país.
Produção de farelo também será expressiva
Além do óleo de soja, a nova unidade terá capacidade para produzir aproximadamente 4,3 mil toneladas de farelo por dia, produto amplamente utilizado na alimentação animal e com forte demanda no mercado interno e externo.

(Imagem: Reprodução/Informe COMIGO – Julho – Agosto 2026)

Para sustentar esse ritmo, o complexo contará com uma ampla estrutura de recebimento e armazenagem de grãos, preparada para absorver grandes volumes durante a safra.
Entre as soluções previstas está um silo elevado desenvolvido pela própria equipe de engenharia da cooperativa para se adaptar às características do terreno.
Essa estrutura permitirá que a empresa mantenha um fluxo mais contínuo de matéria-prima, mesmo em períodos de maior movimentação agrícola, reduzindo gargalos entre o recebimento da soja e o processamento industrial.
Ferrovia terá papel estratégico no escoamento
O projeto prevê uma pera ferroviária com cerca de 3 quilômetros de extensão, capaz de receber composições de até 80 vagões. Cada operação poderá transportar aproximadamente 7,2 mil toneladas, especialmente de farelo de soja destinado a outros mercados.

(Imagem: Reprodução/ Captura de tela/Informe COMIGO Maio – Junho 2026)
A ligação ferroviária deverá ampliar a competitividade da unidade ao facilitar o escoamento de grandes volumes, reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário e aproximar a produção de corredores logísticos utilizados para abastecer outras regiões do país e atender exportações.
Mais de 300 empregos diretos estão previstos
A entrada em operação do complexo deve transformar também o mercado de trabalho de Palmeiras de Goiás. A Comigo estima a criação de mais de 300 empregos diretos, distribuídos entre funções operacionais, técnicas e administrativas necessárias para manter uma unidade desse porte em funcionamento.
Quando entram na conta os prestadores de serviços, fornecedores e outras atividades movimentadas pelo empreendimento, o impacto estimado ultrapassa 700 pessoas direta e indiretamente.
A geração de renda tende a alcançar ainda segmentos como transporte, manutenção, alimentação, comércio e serviços locais.
A preparação para essas vagas começou antes mesmo da conclusão das obras. A cooperativa, a prefeitura e instituições de ensino profissionalizante vêm articulando cursos e ações de qualificação voltados às demandas da futura indústria, numa tentativa de formar trabalhadores locais para ocupar parte das oportunidades que surgirão com o início das operações.
Investimento também muda a relação com os produtores
A localização da fábrica foi escolhida para aproximar a indústria de produtores de municípios como Paraúna, Indiara, Nova Crixás e Montes Claros de Goiás.
Atualmente, parte dessa soja precisa percorrer distâncias maiores para chegar à unidade de Rio Verde ou é comercializada com outras empresas.
Com a nova estrutura, a Comigo pretende industrializar uma parcela maior dos grãos recebidos de seus próprios cooperados, agregando valor à produção antes da comercialização.
O investimento de mais de R$ 1,5 bilhão, portanto, não representa apenas uma nova fábrica: ele amplia a capacidade industrial da cooperativa, cria uma nova rota para a produção agrícola regional e fortalece Palmeiras de Goiás como polo agroindustrial do estado.
Portal 6











