Mercado do milho espera novos dados da safra

Mercado acompanha relatório do USDA nesta semana

Mercado do milho espera novos dados da safra
Ilustrativa

Segundo a análise “Direto do Campo”, divulgada nesta segunda-feira (11) pela Grão Direto, o mercado do milho deve acompanhar nesta semana novas atualizações sobre a segunda safra brasileira, em meio à influência crescente do mercado interno sobre a formação dos preços. O relatório produzido pela Grão Direto e pela Grainsights aponta que os investidores aguardam os próximos dados da Companhia Nacional de Abastecimento sobre o desenvolvimento das lavouras, especialmente após o período de chuvas irregulares registrado no Centro-Oeste e Sudeste durante abril e início de maio.

A análise destaca que tanto a B3 quanto o mercado físico devem reagir às novas divulgações sobre a safra. No cenário internacional, as atenções se voltam para o relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, previsto para terça-feira (12). A expectativa do mercado é de revisão para cima na produção global de milho, impulsionada pela recuperação das safras na Ucrânia e no Brasil, compensando possíveis perdas na Argentina.

Nos Estados Unidos, o mercado também monitora o andamento do plantio no Corn Belt, principal região produtora do cereal. Segundo a análise, o clima deve ter papel decisivo no comportamento dos investidores nas próximas semanas. A previsão de chuvas dentro da normalidade para maio favorece o avanço do plantio, mas atrasos provocados por excesso de umidade em estados estratégicos podem impactar rapidamente as cotações internacionais.

O relatório aponta ainda que a logística seguirá como um dos principais pontos de atenção no mercado brasileiro. Com a aproximação da colheita da safrinha, a disputa por espaço em armazéns e o aumento dos custos de frete tendem a influenciar as estratégias de comercialização dos produtores. A Grão Direto afirma que o monitoramento de preços em tempo real pode ajudar produtores e compradores na identificação de oportunidades de negociação.

Na avaliação macroeconômica, a semana começa sob expectativa em torno dos dados de inflação medidos pelo IPCA, previstos para divulgação nesta terça-feira. O indicador deve servir como referência para as próximas decisões do Banco Central do Brasil sobre a taxa Selic.

A análise também destaca o desempenho do câmbio, com o real mantendo valorização frente ao dólar após uma sequência de entrada de capital estrangeiro. Segundo o relatório, a moeda norte-americana segue abaixo de R$ 5,00, o que mantém elevada a competitividade do agronegócio brasileiro nas exportações. Apesar disso, o setor continua enfrentando pressão nos custos logísticos e de energia, fatores que impactam diretamente a margem líquida dos produtores.