Mais uma semana de ganhos da arroba no mercado futuro do boi gordo

A 3ª semana do mês foi marcada pela ampliação de participação dos operadores na bolsa paulista, com o total de contratos em aberto totalizando 66.272 posições, um aumento de 3,9porcento em relação à semana anterior

Mais uma semana de ganhos da arroba no mercado futuro do boi gordo
ilustrativa

Os preços futuros do boi gordo voltaram a subir na última semana, com ganhos em todos os contratos negociados na B3, destaca a Agrifatto.

No comparativo semanal (18/9 versus 11/9), o papel de curtíssimo prazo (setembro/26) subiu 0,31%, encerrando a semana em R$359,65/@.

O contrato com vencimento em outubro/26 liderou os ganhos da semana, com alta de 0,53% sobre a sexta-feira anterior, fechando a R$379,40/@.

Por sua vez, o papel com entrega em novembro/26 subiu 0,21%, encerrando o pregão do dia 18/9 em R$ 385,05/@, enquanto contrato de dezembro/26 teve alta semanal de 0,40%, ficando cotado a R$ 385,90/@.

Já o contrato com vencimento em janeiro/27 atingiu R$ 390,70/@, o maior preço em 52 semanas, observa a Agrifatto.

“O mercado pode ter agido dessa maneira porque os agentes financeiros e os pecuaristas precificaram a escassez de animais para o último trimestre do ano, devido à expectativa de aquecimento nas exportações e firmeza da demanda interna”, analisa a consultoria.

Ágio continua “engordando”

O ágio entre o mercado físico e o futuro continuou aumentando na última semana. Para o médio prazo, destaca a Agrifatto, o mercado futuro já precifica um diferencial de R$ 32,02/@ em relação ao preço do boi gordo no mercado físico, refletido nos atuais patamares de cotação do contrato de novembro/26.

Forte presença dos negociantes

Durante a terceira semana de setembro de 2026, houve uma ampliação na participação dos operadores do mercado do boi gordo, com o total de contratos em aberto totalizando 66.272 posições, um aumento de 3,9% em relação ao quadro registrado na semana anterior, aponta Agrifatto.

“O fluxo de compras foi sustentado por novos compradores na maioria dos vencimentos”, aponta a consultoria.

Segundo os analistas, o contrato de setembro/26 passou por um movimento de realização de lucros via vendas em alta, devido à proximidade de seu encerramento e à necessidade de migração de posições.

No entanto, ressalta a Agrifatto, “os contratos voltados ao quarto trimestre do ano, além do vencimento de janeiro/27 (F27), foram tomados por um ambiente especulativo de forte compra”.