Venda da safra de soja 2019/2020 chega a 47% e segue adiantada

Consultoria Datagro afirma que apesar da piora mensal nos preços à vista, cotações chegaram a observar alguma melhora no início do período

Por Canal Rural

Foto: Dennian Goia

A comercialização da safra 2019/2020 de soja do Brasil está mais avançada do que nas últimas temporadas, segundo levantamento da consultoria Datagro. Até a sexta-feira, 7, 47% da produção tinha sido negociada. Levando em conta as estimativas de produção para a atual temporada, de 122,90 milhões de toneladas, estão compromissadas mais de 58 milhões de toneladas da oleaginosa.

A empresa ressalta que as vendas estão mais avançadas do que em igual período do ano passado, quando 38,6% da produção estava comprometida, e só perde para a safra 2015/2016 (48,8%). A média dos últimos cinco anos aponta para comercialização de 38,2% da produção.

“Apesar da piora mensal nos preços do mercado spot (à vista), as cotações para a safra nova chegaram a observar alguma melhora no início do período. Somando-se às preocupações com a crise na China, tivemos o registro de bom movimento de vendas da safra 2020”, afirma Flávio França Júnior, coordenador de grãos da  Datagro. Os estados de Mato Grosso, Tocantins, Piauí, Maranhão e Bahia têm maior ritmo.

Na safra 2018/2019, os negócios com a soja estão praticamente finalizados, atingindo 99% da produção comprometida (118,88 milhões de toneladas). O número é similar aos 99% do recorde da safra passada, mas acima da média de 98% de cinco anos para o período.

Colheita

Os negócios da safra atual são fechados antecipadamente, uma vez que a colheita da temporada estava em 14,7% da área. O avanço foi de mais de seis pontos percentuais ante a semana anterior (8,2%), apesar de limitação com as chuvas. Nesse mesmo período, em 2019, os trabalhos no campo registravam 24,6%. A média de cinco anos é de 14,6%.


AGU pede que julgamento da tabela do frete no STF seja adiado

Atualmente, três ações contestam a criação de um preço mínimo para o transporte rodoviário; análise do caso está prevista a próxima quarta-feira no STF

Por Estadão Conteúdo
tabela do frete

O ministro Luiz Fux, relator do caso, já determinou a suspensão, em todo o país, dos processos judiciais que discutem a matéria. Foto: Governo do Estado de São Paulo

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu na quarta-feira, 12, ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o adiamento do julgamento de três ações que contestam a tabela do frete rodoviário. A análise do caso está prevista a quarta-feira, 19, no plenário do STF.

“O advogado-geral da União requer a designação de audiência, como última tentativa de buscar-se a conciliação no âmbito desta Suprema Corte, seguindo na linha das providências que já vem adotando esse ministro relator no sentido de priorizar as vias amigáveis de diálogo para a solução das questões sociais subjacentes ao julgamento da causa, inclusive com a realização de audiências com as partes interessadas e também de audiência pública”, escreveu o advogado-geral da União, André Mendonça.

Fux é o relator de três ações que contestam a medida provisória que instituiu o tabelamento do frete, em maio de 2018, como resposta à greve dos caminhoneiros. Naquele mesmo ano, o STF promoveu uma audiência pública para discutir o tema com representantes de órgãos da União, entidades sindicais e representantes dos trabalhadores.

“Em volta dessa questão jurídica de valorização do trabalho, livre iniciativa, livre concorrência, dignidade humana, temos fatores interdisciplinares, das quais não temos o domínio”, afirmou Fux na ocasião. O ministro já determinou a suspensão, em todo o país, dos processos judiciais que discutem a matéria.

Em manifestação encaminhada ao STF no ano passado, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o tabelamento do frete não fere a Constituição e defendeu a rejeição dos pedidos apresentados pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) para derrubar a medida. As entidades apontam desrespeito aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.


Dólar atinge valor máximo de R$ 4,38

O dólar comercial atingiu na manhã desta quinta-feira, 13, o valor máximo de R$ 4,383. O mercado financeiro reflete a aversão ao risco global em meio à nova metodologia
de cálculo de casos do coronavírus divulgada na quarta, 12, no qual fez disparar o número de casos confirmados da doença, o que novamente leva os mercados a se protegerem.

Aqui, a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçando que o dólar acima de R$ 4 é ‘o novo normal’ dão fôlego adicional para a  pressão altista da moeda que pode renovar a máxima de fechamento pelo quinto  pregão seguido.

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