Boi: apesar da queda de 36% em janeiro, embarques à China seguem elevados

Em janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina foram recordes para o mês, mas recuaram pouco mais de 20% frente ao volume embarcado em dezembro do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, dentre os motivos para esta queda esteve a forte retração das vendas à China, o principal destino da proteína nacional. De acordo com dados da Secex, em janeiro, foram embarcadas 53,2 mil toneladas à China, 36,3% a menos do que em dezembro, mas mais que o dobro da quantidade enviada ao país asiático em janeiro de 2019 (de 23,54 mil toneladas). Após intensificar as aquisições da carne brasileira nos últimos meses de 2019, visando o abastecimento doméstico para as festividades do ano novo chinês – comemorado em 2020 no dia 25 de janeiro –, a China freou as importações em janeiro. É preciso observar também que o volume adquirido pelo país asiático em outubro e em novembro de 2019 esteve acima de 83 mil toneladas, quantidade recorde, bastante atípica e que dificilmente se sustentaria por muitos meses seguidos – ou seja, um enfraquecimento nas vendas ao país neste início de 2020 já era esperado. No mercado brasileiro, o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 (estado de São Paulo) acumulou alta de 2,4% nos últimos sete dias, apesar de ter oscilado no período, fechando a R$ 197,55 nessa quarta-feira, 12.

Fonte: Cepea

Exportações do agronegócio totalizam US$ 5,8 bilhões em janeiro

As exportações do agronegócio totalizaram, em janeiro, US$ 5,8 bilhões, recuo de 9,4%. O setor participou com 40,4% do total das exportações brasileiras. As importações do setor somaram US$ 1,2 bilhão (-1,6%) e desta forma o saldo da balança ficou em US$ 4,6 bilhões, de acordo com levantamento da Balança Comercial do Agronegócio,  elaborado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A queda nos preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, de 7,4%, foram a razão preponderante para a redução das vendas externas em janeiro, segundo análise da Secretaria. Também ocorreu redução na quantidade comercializada para o exterior, que declinou 2,2% na comparação do mês de janeiro de 2019.

As vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango), açúcar e algodão, no primeiro mês do ano, ajudaram a compensar, em parte, a queda nos produtos do complexo soja – grãos, farelo e óleo (-31%) e dos produtos florestais – celulose, papel, madeira e suas obras (-33,8%).

Carnes

As carnes foram responsáveis por 23,2% do total exportado e atingiram US$ 1,35 bilhão (30,9%). A carne bovina foi a principal carne exportada, com US$ 631,5 milhões (+38,1%). Tanto o valor exportado como o volume, 135,3 mil toneladas, foram recordes para os meses de janeiro.

A carne suína também foi destaque com aumento de 79,9% no valor exportado (US$ 163,30 milhões) com 67,7 mil toneladas (42%). Já a carne de frango somou US$ 522,0 milhões, alta de 17%.

Açúcar

As vendas externas de açúcar subiram 55,8%, para US$ 470,25 milhões, com a quantidade de 1,6 milhão de toneladas (50,4%).

A quantidade, ainda, é muito inferior ao recorde de vendas de janeiro, que ocorreu em 2015, ano em que o país exportou 2,4 milhões de toneladas em janeiro, conforme a nota da Secretaria.

Algodão

A exportação recorde de algodão não cardado nem penteado colocaram as fibras e produtos têxteis na quinta posição entre os principais produtos de exportação do agronegócio. As vendas externas do produto subiram 144,2%, com US$ 484,80 milhões. O incremento ocorreu em função do aumento de 168,1% na quantidade exportada, recorde de 308,8 mil toneladas.

Fonte: Mapa

Ministra se reúne com superintendentes e fala dos desafios da Pasta

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta quarta-feira (12) com representantes das 27 superintendências federais da pasta para um balanço dos trabalhos. Ela falou sobre os desafios do ministério, que teve sua estrutura ampliada no governo do presidente Jair Bolsonaro, e a relevância da boa interlocução com as unidades da Federação para o êxito das políticas públicas.

“Vocês são nossos olhos e representantes nos estados”, disse ao ressaltar a importância da atuação dos servidores para obtenção de resultados. “O resultado não é meu. É do governo”, afirmou durante o encontro, em Brasília. O Mapa, que completa 160 anos neste ano, teve sua estrutura alterada em janeiro de 2019, ganhando mais atribuições. Foram incorporados o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB),  a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e as políticas de agricultura familiar e da pesca. “Ficou um Ministério mais robusto e é muito bom que tenham vindo. Irão somar às outras áreas”, disse.

Um dos maiores desafios, segundo Teresa Cristina, são as ações relacionadas à agricultura familiar, um dos principais eixos de trabalho elencados para a pasta. É preciso, segundo ela, um olhar diferenciado para o tema nas superintendências, visto que o perfil da agricultura brasileira é majoritariamente de pequenos produtores. Daí a importância da atuação dos superintendentes de buscar parcerias para desenvolver e ampliar ações.

Além da agricultura familiar, os temas da questão fundiária, sanidade, sustentabilidade e agricultura 4.0 integram as principais diretrizes de atuação do Mapa. Segundo a ministra, é preciso pensar o ministério que será nos próximos dez anos.

O evento, que termina amanhã (13), contou também com a presença do secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, de secretários da pasta e da coordenadora-geral de Apoio às Superintendências, Lizane Ferreira.

Fonte: Mapa
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