Soja: oeste da Bahia deve ter aumento de área e de produtividade

Vazio sanitário termina em 7 de outubro, mas plantio deve se concentrar entre os dias 25 de outubro e 30 de novembro

02 de outubro de 2019 às 08h13
Por Agência Safras

O plantio da safra 2019/2020 de soja no oeste da Bahia deve ser iniciado no próximo dia 8. Segundo o engenheiro agrônomo da Plasteca e presidente do conselho técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Landino Dutkievicz, o vazio sanitário termina em 7 de outubro, mas começo da semeadura depende da umidade do solo. Os trabalhos devem se concentrar entre 25 de outubro e 30 de novembro.

A área no oeste baiano é estimada em 1,6 milhão de hectares, 1,3% acima dos 1,58 milhão de hectares plantados em 2018. A produtividade é estimada em 66 secas por hectare, seguindo o padrão de estabelecer a maior média histórica – no caso, registrada na safra 2017/2018 – como projeção inicial para os rendimentos. Em 2018/2019, a produtividade ficou em 56 sacas por hectare.

Novas áreas

Conforme o engenheiro agrônomo, o aumento projetado na área leva em conta a abertura de novas áreas da fronteira agrícola. Essas áreas, abertas há dois ou três anos, podem chegar de 40 a 50 hectares, o que faria a superfície total superar o estimado inicialmente. Dutkievicz destaca que as áreas novas produzem menos e tem riscos durante o plantio, principalmente.

“Tem que dar tudo certo. Tem que chover na hora certa. O produtor só vai fazer essas áreas se conseguir negociar crédito. Ele tem que ter dinheiro para comprar adubos e sementes e para os tratos culturais”, diz.

Descapitalização

A oleaginosa estava muito travada, o que deixava os produtores receosos à espera de crédito, ou buscando recursos através das tradings. Mas as empresas estavam comprando a preços não atrativos, o que limitava a capitalização.

“O agronegócio baiano está muito endividado. E historicamente é assim”, conta o engenheiro agrônomo, lembrando das adversidades climáticas, da colheita escassa, dos problemas com a venda e administrativos, além de dificuldades na renegociação de dívidas. Apesar das últimas duas safras terem sido consideradas boas, as quatro ou cinco anteriores foram ruins,  conforme Dutkievicz.

“Nessa época da safra passada, a Bahia tinha 25% de soja contratada. Esse ano está em 35% na compra futura. Isso significa que o produtor se descapitalizou e teve que buscar recursos via trading mesmo com os preços não sendo atrativos”, conta.

Ele ainda comenta que a maioria dos produtores baianos dependem de crédito bancário ou negociações no futuro. “Apenas 20% plantam com recursos próprios de seu capital de giro.”

Clima

Dependendo da umidade do solo para o início dos trabalhos, o oeste baiano recebeu as primeiras chuvas para a nova safra no último final de semana. O engenheiro agrônomo disse que as precipitações atingiram cerca de 60% da área a ser plantada, mas foram irregulares. “De garoas em algumas áreas a 80 milímetros em outras”, comenta Dutkievics, que acredita que o clima deve ser normal durante esta safra.

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