Santa Catarina registra geadas e temperatura mínima de -9°C no início desta semana
Veja como fica o clima para o restante desta semana que, em Santa Catarina, já começou marcada por geadas e temperaturas abaixo de zero.
Um sistema de ar seco e frio provocou uma grande queda nas temperaturas em todo o território de Santa Catarina na manhã de segunda-feira, 24 de agosto. O fenômeno, que já atua na região desde o domingo anterior, provocou geadas nas regiões mais elevadas do estado.
Foto: Sérgio Felipe Rodrigues
A menor medição do dia ocorreu em Bom Jardim da Serra, município de quatro mil habitantes, onde as estações aferiram a marca de 9,1 °C negativos. Em São Joaquim, os índices caíram para 6,22 °C abaixo de zero. No interior joaquinense, foi registrado o efeito físico da condensação em bovinos de corte, quando a respiração quente expelida pelos animais entra em contato com a atmosfera gelada e se transforma instantaneamente em gotículas visíveis de água. As marcas negativas continuaram em Urupema, com 6,02 °C abaixo de zero, enquanto Urubici registrou a mínima de 1,45 °C.
Foto: Mycchel Legnaghi/ Divulgação
O resfriamento estendeu sua influência até as cidades litorâneas do estado. No sul catarinense, Criciúma anotou 5,26 °C durante o início do dia. A capital, Florianópolis, teve registro de 7,66 °C nas primeiras horas, e o município de Itajaí alcançou a mínima de 10,53 °C.
Previsão do Inmet para a região Sul nesta semana:
A partir do dia 25 de agosto, a formação de um sistema de baixa pressão, associada à propagação de um cavado em superfície, contribui para o aumento da instabilidade, com previsão de pancadas de chuva com trovoadas no leste do Paraná, avançando pelo norte de Santa Catarina ao longo do dia 26 (quarta-feira), com tendência de diminuição da instabilidade nessas áreas no final desse dia. A partir da tarde do dia 27 (quinta-feira), a passagem de uma nova frente fria provoca a formação de áreas de instabilidade no Rio Grande do Sul, com previsão de pancadas de chuva com trovoadas ao final do dia, sendo os maiores acumulados esperados entre o sul e o leste do estado. Nos dias seguintes, as áreas de instabilidade deverão se expandir por todo o território gaúcho e avançar para o centro-sul de Santa Catarina, com acumulados diários superiores a 50 mm previstos até o final do período.
Como fica o tempo no restante do Brasil:
No Sudeste, o deslocamento marítimo de uma frente fria estimula precipitações esparsas no litoral paulista, em solo fluminense, no sul mineiro e na faixa costeira capixaba até a terça-feira, dia 25. A formação do centro de baixa pressão intensifica o quadro chuvoso na quarta-feira, dia 26, culminando em tempestades acompanhadas de trovões no leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo entre a quinta-feira, dia 27, e a sexta-feira, dia 28. O volume de água perde força no sábado, dia 29, ficando confinado às praias do Espírito Santo até o término do período.

O Centro-Oeste começa o período com escassez de nuvens. Na terça-feira, dia 25, a estruturação de um centro de baixa pressão somada ao deslocamento de um cavado superficial altera o cenário meteorológico, gerando temporais com raios no trecho centro-sul sul-mato-grossense. Essa condição chuvosa em Mato Grosso do Sul se prolonga pela quarta-feira, dia 26. O norte mato-grossense, o estado goiano e a capital federal anotam precipitações dispersas que não superam a marca de 5 milímetros. A estabilidade sem nuvens volta a vigorar na sexta-feira, dia 28, estendendo-se até o fim do ciclo.
No Nordeste brasileiro, a faixa banhada pelo oceano concentra as precipitações da semana. Na segunda-feira, dia 24, e na terça-feira, dia 25, instabilidades pontuais ocorrem durante o dia na borda sul baiana e entre as praias paraibanas e potiguares. Na costa maranhense, a água cai entre a tarde e a noite. Na quarta-feira, dia 26, ocorre uma trégua temporária nas precipitações litorâneas, mas as correntes vindas do oceano Atlântico trazem a umidade de volta no sábado, dia 29. O interior nordestino, abrangendo o agreste e o sertão, fica sem registros pluviométricos.
Mudanças atmosféricas mantêm o tempo instável no Norte do país nos próximos dias, gerando descargas elétricas sobretudo na faixa ocidental. As precipitações de maior volume atingem áreas a oeste dos territórios acreano e roraimense, além das porções norte e ocidental amazonenses. No ponto extremo ao noroeste do Amazonas, conhecido como cabeça do cachorro, os índices acumulados sobem até a casa dos 80 milímetros. Precipitações impulsionadas pela umidade vinda do mar afetam a orla amapaense e a porção nordeste paraense nos períodos vespertino e noturno, somando no máximo 10 milímetros no decorrer dos dias. Outras localidades nortistas registram marcas de até 5 milímetros, e o solo tocantinense permanece sem precipitação.












