Embrapa apresenta estudo com extração de substância antimicrobiana da casca da castanha do caju

Atividade biológica dos ácidos anacárdicos é conhecida desde a década de 1940

  |   Por Douglas Ferreira – SBA

Foto: Veronica Freire

Segundo pesquisa do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais do setor Agroindústria Tropical da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizado em Fortaleza, Ceará, desenvolveram um procedimento para extração, purificação e quantificação de compostos de 65% do Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC), esta porcentagem é formada por ácidos anacárdicos, uma classe de substâncias com atividade antioxidante e antimicrobiana e alguns estudos mostram potencial de ação antitumoral e antiparasitária. Este fator abre precedente para surgimento de uma nova rota de exploração comercial na cajucultura.

Segundo o pesquisador da Embrapa Edy Brito a atividade biológica dos ácidos anacárdicos é conhecida desde a década de 1940, a fonte mais abundante dessas substâncias é desperdiçada. Nas grandes indústrias de beneficiamento de castanha de caju, a alta temperatura empregada no processamento degrada os ácidos presentes no LCC. Nas pequenas fábricas, embora não ocorra a degradação durante o processamento, as cascas, que correspondem a 70% do peso da castanha quando não são descartadas, acabam alimentando fornalhas. Brito alerta que a queima é um problema, porque pode gerar gases tóxicos. Os metódos de quantificação e de isolamento desenvolvido pela estatal é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que não são/estão disponíveis no mercado.

Este estudo pode servir futuramente como explorações comerciais de acordo com a Embrapa.

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