Uso de sêmen refrigerado aumenta 20% nas taxas de prenhez

Pesquisadores da Embrapa no Pantanal investigaram os benefícios do sêmen refrigerado, em comparação com o congelado, quando usado na inseminação artificial em tempo fixo (IATF) dos animais em fazendas pecuárias da região

Pesquisadores da Embrapa no Pantanal investigaram os benefícios do sêmen refrigerado, em comparação com o congelado, quando usado na inseminação artificial em tempo fixo (IATF) dos animais em fazendas pecuárias da região. Os estudos buscaram maneiras de aumentar taxas de prenhez, aprimorar o uso de recursos e introduzir genéticas de qualidade nos rebanhos. O uso dessa biotecnologia pode ser associado a técnicas com objetivos semelhantes, como a desmama precoce e suplementação alimentar associada à progesterona. Leia mais no endereço https://bit.ly/2HiuLPn .

Todas essas informações foram abordadas pela pesquisadora Juliana Borges durante o 2º Ciclo de Palestras Bioma Pantanal, realizado pela Embrapa Pantanal, Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Senar-MT com o apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e dos sindicatos rurais de Cáceres, Poconé, Rondonópolis e Cuiabá, Mato Grosso, no mês de abril. Na ocasião, Juliana ministrou a palestra “Novos resultados com uso de sêmen refrigerado na IATF”.

De acordo com a pesquisadora, o sêmen refrigerado apresenta maiores taxas de prenhez quando usado com a IATF (que programa e realiza a inseminação de diversas vacas ao mesmo tempo) em comparação com o sêmen congelado. O uso do refrigerado, segundo a pesquisadora, aumentou em cerca de 20% as taxas de prenhez das vacas avaliadas. O que o torna mais eficiente em relação ao congelado é a menor variação de temperaturas: enquanto o refrigerado atinge até cinco graus para sua conservação, o sêmen congelado é levado a 196 graus negativos. “Essa variação acaba por matar muitos espermatozoides”, detalha.

Uma das grandes vantagens do refrigerado, em uma região cujas taxas médias de prenhez ficam em torno de 40 a 50%, é a criação de uma oportunidade mais certeira de se introduzir no rebanho uma genética que aprimore a produção. “Se você tiver taxas de prenhez de 50%, por exemplo, e aumentar um percentual que seja de 2% com o uso da IATF e do sêmen refrigerado de um animal provado (de genética avaliada e comprovadamente produtiva), já vai estar gerando animais melhores do que se teria em uma monta natural com um touro ponta de boiada”, explica Juliana.

Aprimoramentos como esse são especialmente importantes em locais de difícil acesso e logística como muitas vezes é o Pantanal – tanto no Mato Grosso quanto no Mato Grosso do Sul. “Se estamos no mesmo bioma, é muito importante trabalharmos nos dois estados. É algo que se aplica completamente”, destaca. “Essas informações também servem para qualquer região que tenha desafios como a nossa”. Assim, conclui a pesquisadora, a intensificação sustentável da produção de bezerros apoia o aprimoramento da cadeia pecuária como um todo, desde a sua base produtiva.

Fonte: Embrapa Notícias

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