Com trégua da chuva, caminhões na BR-163 no Pará voltam a trafegar

Novamente, carretas ficaram paradas em trecho não pavimentado por cinco dias

Após cinco dias de fila, os caminhões que estão na BR-163, entre as cidades de Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará, começaram a ser liberados na manhã desta terça-feira (6/2). Ainda assim, o trânsito segue lento: as carretas em Novo Progresso estão sendo liberadas aos poucos — 100  por comboio — para evitar o acúmulo em Moraes de Almeida. A partir de lá, o tráfego está normal, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O trecho entre essas cidades é considerado problemático, pois não é totalmente asfaltado. Quando chove, surgem pontos com lama, atoleiros e buracos. O que possibilitou a melhora nas condições  foi a trégua da chuva, na segunda-feira. Com o tempo seco, o Exército realizou ações emergenciais na rodovia para melhorar a trafegabilidade. O Dnit prevê que, mantendo-se as condições de tempo seco, todos caminhões serão liberados até quarta-feira (7/2).

Os caminhões seguem para o norte, em direção às Estações de Transbordo de Carga (ETC’s) em Itaituba, ou para Santarém, com destino ao terminal portuário. Por causa da interdição da rodovia, não houve movimento nas ETC’s em Itaituba nos últimos dias. Representante de uma das empresa que operam às margens do rio Tapajós explicou que o embarque só foi retomado nesta terça-feira, pela manhã, mas em ritmo ainda muito lento para o esperado em uma época, em plena colheita da soja.

No ano passado, a região passou pelo mesmo problema, também em fevereiro, quando cerca de 4 mil caminhões ficaram atolados. Desta vez, há informações desencontradas, que variam entre trê smil e oito mil caminhões. Questionado, o Dnit não confirmou a extensão do congestionamento.

Usada para o escoamento da safra de grãos do Centro-Oeste de grãos pela Região Norte, o trecho da BR-163 no Pará tem cerca de 100 quilômetros sem pavimentação, em trechos próximos a Moraes de Almeida e Santa Luzia (veja gráfico abaixo). No governo, a situação já era esperada. Em janeiro, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu que os problemas de 2017 se repetiriam neste ano e, possivelmente, acontecerão em 2019. Na ocasião, o ministro também alongou a previsão de término das obras de asfaltamento. Inicialmente previsto para 2018, o trabalho deve terminar em 2020.

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